
Fred bem que tentou, mas acabou fazendo a diferença negativamente
Time goleia a LDU, mas tal qual 2008, acaba perdendo o título em casa
Leonardo Coelho lcoelho@jsports.com.br
Ricardo Ayres/Photocamera’)” border=”0″> Rio de Janeiro: A hora da revanche. Quando os garotos viram homens, que por sua vez tornam-se heróis. O momento de vingar uma torcida doída, calejada pelo ano difícil. A hora de transformar prejuízo em energia para a vitória, para a virada histórica. Muitos sentimentos passavam pelas mentes dos tricolores no duelo da noite desta quarta-feira, no Maracanã.
A derrota era a sombra que seguia pensamentos, mas tal perigo sempre encontra-se presente dentro dos 90 minutos de um jogo, e o Fluminense não ia se dar por vencido, por mais que a desvantagem fosse grande. Quatro gols, parecia muito, mas para o torcedor podia até ser oito que ele continuaria acreditando. Infelizmente, não deu. Mais uma vez, que nem em 2008, a equipe tirou o pé na hora que não podia, e o sabor do quase virou deja vu, e um bem amargo. Um 3 a 0 na LDU que, apesar de honrar as tradições tricolores, não adiantaram para a conquista do título.
Início emocionante
O jogo começou nervoso, com o time tricolor tendo certa dificuldade em chegar à área da LDU.Apenas aos 13 minutos, o time chega…e que chegada! Diguinho, na sorte, manda um balaço que desvia em um jogador da LDU e entra. Gol!. Era isso que o time precisava. Para melhorar ainda mais o clima de festa que embalava o Maracanã, o time perdeu outra ótima chance logo depois.
Diguinho, que havia feito o favor de fazer o gol, após arrancada foi literalmente parado por De La Cruz, corretamente expulso. A situação ficava melhor ainda. Mesmo com dez, a LDU continuava perigosa, mas dez é menos que onze, então matematicamente ao menos o Flu tinha boa vantagem, que se transformou em realidade.
Um o revés, o time equatoriano pouco passava do meio-campo, e o Flu só não fazia mais por obra do acaso ou capricho divino. Aos 30, mais uma vez Diguinho, anotou mais um tento, após bela troca de passes. O detalhe: ele estava impedido por alguns metros, e o bandeirinha fez questão de ver. Anulado. Ossos do oficio, mas o Flu não ia deixar de tentar por isso, muito pelo contrário.
Apenas aos 40 o artilheiro Fred teve sua primeira chance, mas essa foi só pra testar. Três minutinhos depois, recebeu livre na frente, avançou e arrematou levemente para o gol: 2 a 0. Faltavam apenas dois. Será que dá? Se dependesse da torcida e de Fred, a resposta seria positiva. Na saída do intervalo, o craque ainda proferiu a frase que todo adepto estava ávido para escutar: “VAMOS SER CAMPEÕES”.
Segunda etapa
Logo no começo do segundo tempo, o Fluminense, que não foi para o vestiário, teve boa chance de aumentar o placar. Adeílson até que acertou a rede, só que pelo lado de fora. Aos três, o jogador Larrea põs a mão na bola, na área, mas Amarilla não marcou pênalti. Fora isso, o jogo continuava parecido, porém sem uma pressão sustentada por parte do tricolor, que parecia cansado.
Jogo vai e jogo vem, e nada da equipe da casa voltar a ter a mesma determinação do primeiro tempo. Isso até os 26, quando Gum fez de cabeça o gol que acordou o Flu. Entretanto, acordou ate demais, já que Fred, o jogador mais importante do time, perdeu a cabeça irresponsavelmente após uma jogada e terminou indo para o chuveiro mais cedo.
Agora a vantagem matemática estava perdida. Mas não por muito tempo, pois Jairo Campos, da LDU, fez questão de ser expulso. No jogo dos números, eram dez contra nove, em campo para o Tricolor, e 5 a 4 no placar a favor dos visitantes. Faltava só um gol. Para quem precisava de cinco, até que não estava nada mal.
A partir dos 40 minutos, a LDU começou a fazer o que se esperava, cera, muita cera, e o Flu não aparentava ter forças para fazer mais um. Parte da história de 2008 se repetia. Na raça, o Fluminense mais uma vez quase conseguiu seu primeiro titulo internacional, e frente ao mesmo adversário.
Coisas que só o futebol explica. Agora, desculpem os clichês, é bola pra frente que ai vem o Coritiba, e o Flu não tem tempo pra ficar de luto. Valeu, valente “time de guerreiros”.
FLUMINENSE 3 x 0 LDU-EQU
Fluminense
Rafael; Mariano (Maurício), Dalton, Gum e Marquinho; Diogo (Raphael Augusto), Diguinho e Darío Conca; Alan, Adeílson (Ruy) e Fred. Técnico: Cuca
LDU-EQU
Dominguez; Norberto Araujo, Espínola e Campos; Reasco, Willian Araujo, Diego Calderón, Méndez e De La Cruz; Walter Calderón (Larrea, depois Calle) e Bieler (Bolaños). Técnico: Jorge Fossati
Data: 02/12/2009 (quarta-feira)
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai)
Auxiliares: Emigdio Ruiz Roa (Paraguai) e Nicolas Yegros (Paraguai)
Público: 65.822 (pagantes) e 69.565 (presentes)
Renda: R$ 1.409.695,00
Cartões amarelos: Gum, Alan e Mariano (Fluminense). Campos, Dominguez e Larrea (LDU-EQU).
Cartões vermelhos: Fred, aos 30 minutos do segundo tempo (Fluminense). De La Cruz, aos 17 minutos do primeiro tempo; e Campos, aos 36 minutos do segundo tempo (LDU-EQU).
Gols: Diguinho, aos 13 minutos; e Fred, aos 43 minutos do primeiro tempo. Gum, aos 26 minutos do segundo tempo.